Tratamos sobre:
Proteção Social Básica (PSB) -> tem caráter preventivo, atende pessoas com vulnerabilidade SOCIAL, visando a inclusão destas na sociedade. Quem atende é o CRAS (Centro Referência em Assistência Social);
Proteção Social Especial (PSE) - caráter compensatório, processo protetivo de LONGA duração, destinado à indivíduos em situação de alta vulnerabilidade social. Quem atende é o CREAS (Centro Referência Especializada em Assistência Social
PSE -> Média Complexidade -> para Famílias e indivíduos com direitos violados mas vínculos familiar e comunitário não rompidos;
PSE -> Alta Complexidade -> Para indivíduo em situação de total abandono.
O CRAS atua através de programas de Inclusão produtiva e projetos de enfrentamento da pobreza (evitar o ciclo da pobreza onde a falta de oportunidades leva à repetição de situações inibidoras do desenvolvimento social de um indivíduo - e até de uma comunidade como um todo).
Fica como desafio para o Psicólogo encontrar seu lugar na política de assistência social, pois a Vulnerabilidade Social impacta severamente a Subjetividade (bem-estar) do sujeito (conforme dito anteriormente no próprio blog). Dessa forma, devemos Ressignificar nosso compromisso Ético, compreendendo que agir no contexto influi significativamente na construção da Subjetividade do Indivíduo.
Mas um pode se perguntar quanto à imensidão desta "nova" responsabilidade. Nisto cabe retransmitir o seguinte vídeo que nos foi apresentado pela Prof.ª Loiva:
Ou seja:
"Suba o Primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas de o primeiro passo". Martin Luther King
Adentramos então o contexto da Saúde do Trabalhador, com a palestra da Psicóloga Maria Marlene.
Achei interessante um paradigma comentado antes do início desta, que desvelo da seguinte forma:
Pensamos em Produzir Saúde. Porém, no modelo atual, trabalha-se somente a Saúde para Produzir.
Anulado pela lógica de mercado, o direito à Saúde passa a ser mercantilizado, pois o indivíduo só busca Atenção Médica (Oferta/Atendimento) quando já se percebe adoecido (Procura/Demanda).
Em face ao exposto acima, temos de evitar a culpabilização do sujeito pelo adoecimento no trabalho - as situações conflitivas nele estabelecidas possuem grande influência no Bem-Estar do sujeito em todos os contextos em que participa.
Observa-se então uma lógica absurda que exige um indivíduo duplo - sério e focado no seu trabalho e, fora deste, alegre e despreocupado. Esta ambigüidade faz com que, em ambos os momentos, o indivíduo esteja sob estresse. Consequentemente, a constrição de suas angústias vai minando sua imunidade e o indivíduo culmina adoecido - Psíquica ou Fisicamente.
Por isso precisamos pensar os caminhos possíveis para a Produção de Saúde e atuar na micropolítica para provocar mudanças (dúvidas, rever vídeo acima).
É necessário, acima de tudo, uma postura Questionadora e Reflexiva. É preciso perguntar a SI, inclusive, não se estamos promovendo a Saúde do Sujeito, mas se estamos a promovendo PARA ele.
Mario Augusto Boeno Thompson
Nenhum comentário:
Postar um comentário