Após a apresentação da Ementa e outros assuntos, foram separados grupos para a leitura de 3 textos, onde ao final desta seriam apresentados pelos grupos para debate.
Seguem as anotações que fiz das apresentações e debate (do 1º Grupo - Texto Pedrinho Guareschi e 2º Grupo - Texto Paulo Maldos - o qual fiz parte):
- Direitos estabelecidos a partir do individual;
- Direito pelo Direito - Dessa forma, se torna muito superficial, teórico apenas;
- O embasamento de Direitos em Crenças os tornam parciais;
- No texto, apresenta-se a Analética - a Dialética COM Ética - Para valorizar e cuidar o Humano, onde o compromisso Ético é para com o Social e aos Direitos Humanos;
- O Direito só existe na Complexidade do Contexto, ou seja, o Direito é Relativo (e não Absoluto)
- Falta discussão sobre o que embasa a Ética e os Direitos.
- A Democratização do Poder como meio de Ação para Melhoria;
- As diferenças entre Limite (envolve Responsabilidade) e Repressão (retira a escolha do indivíduo)
- A Construção Social de Lei com base nas Relações Sociais de Poder;
Trecho da Entrevista sobre "Os Faxinas" do Carandiru (clique aqui para fonte completa):
"A faxina é a espinha dorsal da cadeia. Além do trabalho braçal de distribuir as três refeições do dia e de organizar a limpeza diária dos pavilhões, seus membros são responsáveis pela manutenção da ordem dentro da cadeia, pelas negociações entre partes rivais e, quando não há outra saída, também têm o poder de dizer quando e como alguém deve morrer.
Drauzio – A faxina também faz a mediação de problemas, não é verdade?
Faxina - Faz, sim. É quase impossível, dentro deste lugar, agradar a gregos e troianos. Mas eu procuro, com aquele jogo de cintura, agradar uns, agradar outros e agradar a mim mesmo que é o mais importante, né. Então, eu fico só urubusservando, como eu digo, as pessoas com quem posso contar, porque dentro da faxina tem todo tipo de pessoa. Tem o malandrão, o malandrinho, aquele que se alguém matar vai segurar o crime. Tudo isso tem que ser pensado pelo faxina na hora de tomar uma decisão que envolva as vidas dos seres humanos.
Faxina - Faz, sim. É quase impossível, dentro deste lugar, agradar a gregos e troianos. Mas eu procuro, com aquele jogo de cintura, agradar uns, agradar outros e agradar a mim mesmo que é o mais importante, né. Então, eu fico só urubusservando, como eu digo, as pessoas com quem posso contar, porque dentro da faxina tem todo tipo de pessoa. Tem o malandrão, o malandrinho, aquele que se alguém matar vai segurar o crime. Tudo isso tem que ser pensado pelo faxina na hora de tomar uma decisão que envolva as vidas dos seres humanos.
Quanto ao texto do Paulo Maldos, o mesmo apresenta uma construção histórica das lutas políticas quanto aos Direitos Humanos, onde os CONFLITOS são tratados numa lógica pendular, sendo Ofensivas, neutras ou defensivas. Pontuando a transição traçada por ele, temos os seguintes momentos:
1º Quebra do Sistema Feudal pela Burguesia: Movimento ofensivo onde a Burguesia toma poder e instaura sua Ideologia;
2º Revolução Soviética de 1917 visando os Direitos Sociais - Ofensiva pois radicaliza ao tornar o Direito ao trabalho como pilar da sociedade.
3º Reivindicação dos Direitos retirados pelas Ditaduras na América Latina - Defensivo, uma vez que visa somente retomar Direitos que já existiam anteriormente - Parafraseando o Frei Betto: Defesa dos Direitos Animais (morar, comer, cuidar da vida).
Contudo, no viés abordado por Maldus, é necessário saber que tipo de sociedade queremos construir, o que prescinde uma perspectiva histórica, que altere o movimento, para que não mais seja apenas ofensivo/defensivo, mas sim transformativo, projetado e planejado.
O papel do Psicólogo nesta transformação se dá através da amenização do sofrimento criado pelo próprio meio, ou seja, deve ser embasado historicamente e adaptado de forma contínua ao contexto e sua evolução.
Quanto ao texto da Heliana Conde, seguem minhas anotações:
- O Paradoxo dos Direitos Humanos (enredados na visão do mercado);
- A lógica dos Direitos Humanos é Burguesa e Capitalista (todos têm de produzir alguma coisa);
- As práticas Psi não podem legitimar invalidações de outros (explorações, desigualdades e afins);
- Temos de refletir nossa prática e o que foi historicamente construído como limite - é necessário Transgredir.
Mario Thompson
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