17 de jan. de 2010

Aula 03 - 06/01/10

Filme - O Ano em que meus pais sairam de Férias


Enquanto o filme "A Onda" impressiona pelo Fascínio que provoca justamente ao tratar do Fascismo, "O Ano em que meus pais saíram de Férias" me impressiona pois causa Angústia e Desconforto (visível nos que estavam na sala) justamente ao retratar uma Época de Angústias e Desconforto.

Em dado momento do filme, escrevi a seguinte poesia:

A vida é feita de desencontros,
E os encontros por vezes são desacordos.
No meio de tanta confusão, é que encontramos nossa ordem,
em meio ao Caos, e é assim,
Não somos Jasmim, mas Lótus ao florescer do Pântano


Relacionando filme, textos e inclusive a poesia acima, reforçamos a noção de que os Direitos Humanos são buscados em Conflitos, em Luta. A ação é necessária, mesmo em momentos de dúvida. Cabe refletir, reaprender e tomar coragem para não prorrogar o sofrimento pela omissão.


É visível ao longo do filme como a Ditadura cria um ambiente superficialmente pacífico, porém carregado de tensão.

Afim de relacionar o filme com a questão do que é Público e o que é Privado, o melhor exemplo que me vem à mente é a Comunidade Judaica retratada.

Sendo de conhecimento que o neto de um falecido membro estava sob sua guarda, o Sr. Shlomo cuida do menino, como compromisso pessoal e ético. Quando fraqueja, em conversa com a Comunidade acaba sendo reforçado ao seu compromisso. Sendo ou não decisão de seu agrado, faz o melhor possível dentro de suas condições para cuidar do garoto, inclusive transgredindo o ambiente opressor da ditadura ao buscar encontrar os Pais de Mauro.

Essa busca de Shlomo ressalta a importância de se conhecer o ambiente em que se está - traçando um paralelo com a importância do Psicólogo conhecer as leis. Para ambos, o conhecimento abre possibilidades de sucesso ao articular a rede. É possível Construir um resultado Positivo através da Micropolítica (buscando pessoa por pessoa, se preciso).

Somente através do conflito, porém, é que se revelam e se conquistam os direitos humanos que são necessários porém não são atendidos..


É nesse viés que atuam Psicologia e Política Pública - feita com a participação de todos, incidindo na subjetividade do sujeito, para obter resultado objetivo.


Para ilustrar a mensagem, fica o vídeoclipe "The sweetest thing" do U2. Motivo: Bono (vocalista) havia esquecido o aniversário de sua mulher, e sua ação para desculpar-se foi a composição da música e depois o próprio videoclipe, onde ele reúne o auxílio de sua banda, dos bombeiros, do Riverdance (grupo de dança irlandesa) e outros - somente para pedir desculpas - reconhecendo a falta e buscando compensá-la.



A relação que faço com Psicologia e Políticas Públicas: Nossas ações são como pedidos de desculpas, visam reaver ao público o que é de Direito, ou obter o que ainda falta na RELAÇÃO como sociedade contemporânea. Nossas desculpas, porém, quando feitas de coração, com ética e perseverança - movem outros em prol do mesmo ideal e provém dividendos para todos que ninguém imaginaria. Ou você recusaria um pedido de desculpas como o do clipe?

Mario Thompson

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