Nessa aula assistimos a um filme sobre a história da Saúde no Brasil, que considero melhor apresentado no blog da colega Fabrícia: Fazer Políticas Públicas
No vídeo vimos vários exemplos sobre como as pressões exercidas pelo Privado culminaram na falência de diversos sistemas de Saúde no País, pois financiavam obras para serem administradas particularmente. É possível também compreender que ainda sofremos seqüelas e mazelas advindas de um passado inescrupuloso, mas que nossa ação pode reverter tal quadro.
Na continuação, retornamos às Políticas Públicas e seu objetivo de atender com ações coordenadas à demanda pública. Para tanto, elas precisam ter capacidade de IMPACTO (no caso da Saúde, não só de atendimento, mas de Prevenção).
Sendo assim, cito aqui as principais diretrizes do SUS, conforme a Wikipedia (comentários entre parenteses):
Universalidade
"A saúde é um direito de todos", como afirma a Constituição Federal. Naturalmente, entende-se que o Estado tem a obrigação de prover atenção à saúde, ou seja, é impossível tornar todos sadios por força de lei. (A questão fundamental da Universalidade é de fornecer o ACESSO à saúde para todos).
- Integralidade
- A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos; tanto os individuais quanto os coletivos. Em outras palavras, as necessidades de saúde das pessoas (ou de grupos) devem ser levadas em consideração mesmo que não sejam iguais às da maioria. (O que levanta a questão do atendimento totalizado, evitando a fragmentação do indivíduo conforme a área do conhecimento envolvida).
- Eqüidade
- Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde; como, no entanto, o Brasil contém disparidades sociais e regionais, as necessidades de saúde variam. Por isso, enquanto a Lei Orgânica fala em igualdade, tanto o meio acadêmico quanto o político consideram mais importante lutar pela eqüidade do SUS. (Ou seja, dispor tratamento igual considerando as diferenças!).
- Comentamos as tensões atuais referentes à implantação completa do SUS, onde devemos superar o modelo atual, que atua de forma individualista, com práticas fragmentadas onde o indivíduo é atendido pelo sintoma reduzindo o sujeito ao mesmo, onde o conhecimento será exclusivo da área que tratará do sintoma.
- Só se produz saúde pelo afeto - temos de ser Afetados pela situação para produzir Cuidado. Dessa forma, levamos em consideração a subjetividade do sujeito para a Intervenção.
- Nosso compromisso como Psicólogo é Construído, sendo um compromisso com a VIDA do Sujeito. Ao Garantir o Direito do Sujeito, se Produz Saúde e se Produz o Sujeito.
- Compromisso Social:
- Ampliação do grau de desalienação;
- Propor novos espaços para constituir as práticas psicológicas;
- Tomar posição - estar situado em seu tempo histórico;
- Participação nos movimentos e instâncias de Controle Social (incidir na transformação da Realidade);
- Reverter a lógica que sustenta o Imobilismo - Consciência requer Coragem
- Vimos sobre a importância do conhecimento das Leis (marcos legais) e das Políticas Públicas para a construção da Atenção Integral (Produção de Saúde, Cidadania e Defesa da Vida)
- Para tanto, existem diversos desafios que exigem uma busca contínua.
- "Cada um vê o mundo a partir do lugar que ocupa". Milton Santos
- "A saúde é o resultado não só de nossos atos como também de nossos pensamentos." (Mahatma Gandhi)
- Mário Thompson
A Construção de Saúde depende da ação de cada um.

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