17 de jan. de 2010

Aula 07 - 11/01/10

Começamos a aula discutindo propostas de atuação para a Prática Supervisionada, que culminou com a decisão de participarmos do Fórum Social Mundial - Serra Gaúcha (ainda há tempo para participar, se inscreva!!),

Tivemos então a presença inicial de dois palestrantes - o Sr. Pizzetti e o Sr. Gilmar.

Gilmar comentou quanto à "Militância" através do movimento social, com as Associações de Moradores do Bairro (AMOB). A partir de uma luta em menor esfera, foi eleito conselheiro para o Orçamento Estadual e viu que políticas adotadas no Brasil estão sendo implantadas em outros países, devido à questão da Participação do Povo.

Ainda segundo o mesmo, o Orçamento Participativo tomou forma de Controle Social, onde os moradores tomaram como prioridades:
1º Saúde
2º Saneamento Básico
3º Educação

"Quanto mais o cidadão sabe das leis que o beneficiam, mais ele constrói a Cidadania". Gilmar


O Sr. Pizzetti comentou a construção de sua participação histórica nos movimentos de Bairros, onde segundo o mesmo as diferenças ideológicas não são consideradas e todos trabalham em prol uns dos outros. A luta das Associações de Bairros é Social.

Com a Ditadura, ele viu serem caçados os direitos que haviam lutado para construir, sofreu interrogatórios, dormiu no chão e teve de assinar presença junto ao quartel após sua soltura.

Passando por toda essa luta, ele continua clamando pelo que reivindicava há 30 anos - "Educação, Saúde e Segurança".

Enquanto ouvia os relatos, me veio à mente a música Tempo Perdido - do Legião Urbana.
Tomando licença poética pra alterar o que Renato Russo escreveu, segue a minha interpretação de um trecho:
 
Sempre eNfrente
Não temos tempo PARa perder...



Nessas duas linhas resumo o que entendo por Micropolíticas na construção de um objetivo maior. A persistência e a ação produzem resultados assim como sementes germinam em solo bem cuidado.


Enfim, se não temos mais o tempo que passou, ainda temos MUITO tempo... Temos todo tempo do mundo!


Na seqüência, Tivemos a palestra da Érika Oss sobre a Política de Humanização, que veio fazer um resgate dos preceitos instaurados pelo SUS.

Apresentu então seu projeto que envolvia o Grupo de Trabalho sobre Humanização (GTH), atuando na linha da Tríplice Inclusão:
Sujeito + Coletivo + Conflito (e saber como lidar com ele)

Tal Grupalidade promoveu o reencantamento pelo SUS, através da Humanização.

A Tríplice Inclusão, segundo Gastão Wagner, permite diferentes sujeitos a pensar sobre Saúde - num processo de Igualdade e Inclusão.

O fundamental ressaltado pela Érika, para mim, foi: "No conflito, encontrar a potencialidade através do respeito, do bem comum como objetivo".

Mario Augusto Boeno Thompson

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