17 de jan. de 2010

Aula 02 - 05/01/10


Filme - A Onda (foi baseado em um incidente real ocorrido em uma escola secundária norte-americana em 1967, em Palo Alto, Califórnia.)

Ao ver o filme, o que me marca é o caráter alienante do Poder. Não só os alunos abdicam de suas individualidades, entrando de certa forma num grupo exclusor mas que trata dos seus, como o autor do experimento - o professor Wenger - não percebe que o que está fomentando é perigoso, muito menos procura abstrair a situação para conseguir analisar criticamente o que acontece.

O filme é um ótimo alerta ao Fascínio - não necessariamente um Fascismo, mas à origem da Fascinação - citando a música cantada por Elis "teu sorriso PRENDE, ENEBRIA, ENTONTECE".

Visto pelo foco de um "narcisismo coletivo" (aliás, Narciso vem do grego narkissos - narke - torpor), percebe-se que os indivíduos são conquistados pelo afeto, onde a figura central é aquela que de certa forma melhor se comunica com as pessoas e aparentemente as assiste, apóia.

Sendo baseado na relação de um suposto mútuo favorecimento, é sob essa ótica que o Poder aliena e expropria o indivíduo da racionalidade necessária para não utilizá-lo em benefício próprio. Uns, ao acreditar que estão melhores, passam a acatar ordens sem o mínimo julgamento - e tomam posições de poder em relação aos que excluem do grupo. Outros, que tomam em mãos o poder de decisão dos primeiros, por mais que atuem com boas intenções (no dito popular, o inferno está cheio delas), já não percebem as conseqüências e os limites necessários.

Relacionando este conhecimento com a matéria, é possível compreender como o "operador da máquina" venha a acreditar que "é a máquina", trabalhando então para benefício próprio - e por vezes acreditando que o faz pelos outros.

No debate, o exemplo do atendimento de Saúde é importantíssimo: O paciente tende a transferir o poder para o atendente. Este por sua vez, deve informar o paciente que só está cumprindo com sua função - ou seja, operando a máquina - não embarcando na ilusão de Poder que prejudica todo o Contexto.

Por fim, a construção do social é histórica e acarreta estigmas os quais não podemos tolerar como indivíduos (como o exemplo acima ou o debate sobre raças, efetuado em aula), afim de não perpetuá-los.


Como meio de ilustrar as complexidades de uma relação de massas, escolhi apresentar uma VideoSong (um formato de vídeo onde todos os elementos da música aparecem no vídeo, sendo registros do momento de sua gravação). O motivo para tal é para demonstrar onde os pequenos detalhes influenciam uma melodia crescentemende complexa e como cada detalhe se entrelaça no vídeo.



Vídeo da banda Pomplamoose - Cover de "La Vie en Rose"

Pontos levantados na aula:

Conceito de Cidadania como produto das lutas concretas (sociais e políticas) de cada sociedade; Modelo NORMATIVO, que representa o IDEAL e o DESEJÁVEL (sendo assim fruto de amplo debate, uma vez que é construído com base em abstrações -> crenças).

Após a 2ª Guerra Mundial, através da criação da ONU cria-se um parâmetro para Garantia Mínima do Bem-Estar Social. Ou seja, um indice objetivo de um fator subjetivo.

Breve abordagem sobre o que é Política e o que é Estado, como facilitadores para compreensão das Égides que sustentam nossos conceitos atuais de Cidadania, Direitos e Deveres.

Mario Thompson

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